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A carcinomatose peritoneal é considerada uma doença neoplásica avançada. A esses pacientes são reservados tratamentos que pouco alteram o desfecho fatal. Nos últimos 20 anos, a abordagem terapêutica dessa condição tem sofrido alterações importantes. O melhor entendimento da condição como parte do processo de disseminação neoplásica e uma doença limitada a um único “órgão”- o peritônio- mudou o panorama de tratamento. Esse novo conceito, desenvolvido a partir dos estudos do dr. Paul H. Sugarbaker, conduziu a rumos diferentes no processo de tratamento de pacientes com neoplasias do trato gastrointestinal, ginecológicas e primarias do peritônio.

 

Primeiramente a técnica mostrou benefício no controle de pacientes com carcinomatose extensa e ascite de difícil controle. No ano de 2006, o procedimento passa a ser a primeira linha de tratamento para o pseudomixoma do apêndice. Os resultados apontam uma taxa de sobrevida em 10 anos de 74%. Isso representa a possibilidade de cura para pacientes que antes tinham um desfecho sombrio. Desde então, esses conceitos têm sido aplicados a outras neoplasias que cursam com a disseminação peritoneal. Trabalhos recentes apontam para mudanças significativas no cenário de tratamento de neoplasias mais frequentes como neoplasia de cólon, neoplasia de ovário e neoplasia de estômago. Novos limites estão ameaçados pelo impacto que essa nova técnica trouxe na abordagem de pacientes oncológicos. Grupos internacionais tem utilizado esse procedimento como primeira linha de tratamento para pacientes com carcinomatose peritoneal trazendo resultados promissores.

A técnica

 

A carcinomatose A técnica traz o benefício da citorredução cirúrgica com a quimioterapia hipertérmica. A citorredução cirúrgica consiste em uma nova técnica cirúrgica. Ela tem como objetivo principal a remoção de toda a doença maior que 0,25cm. Para tanto realiza ressecção do peritônio comprometido pela carcinomatose ( peritonectomia) e órgãos grosseiramente comprometidos pela doença. A quimioterapia hipertérmica associa-se a técnica cirúrgica promovendo o controle da doença microscópica e das células viáveis no espaço peritoneal. Diferentes quimioterápicos são infundidos dentro do espaço peritoneal por um tempo que varia entre 30 a 90 minutos a uma temperatura de 42 graus.

Indicações:

 

- Pseudomixoma de apêndice

-Mesotelioma peritoneal

- Neoplasia de estômago com carcinomatose e PCI < 6

PCI- Índice de Carcinomatose Peritoneal (0 a 39)

 

- Neoplasia de ovário a partir do estágio IIc recidivado

Os resultados

 

Desde 1996 uma série de trabalhos tem apontado o benefício do uso da citorredução cirúrgica associada à quimioterapia hipertérmica no controle da carcinomatose peritoneal nos tumores colon-retais. Trabalhos mais consistentes, tando do Dr Vic J Verwaal quanto Dr D Elias, aponta ganho de sobrevida significativo mesmo nos pacientes submetidos a quimioterapias modernas. Diante disso, a indicação do tratamento da carcinomatose nos tumores colon-retais passa a ser fundamental no manejo desses pacientes.

 

As neoplasias epiteliais de ovário se mostram como o protótipo da doença com disseminação peritoneal. Atualmente nos grandes centros de tratamento oncológico o tumor de ovário estágios a partir de IIIa já são tratados com quimioterapia intraperitoneal com resultados de ganho de sobrevida significativo apesar da toxicidade alta. A utilização da citorredução cirúrgica com quimioterapia hipertermica é mais bem aceita nos países europeus. Isso se deve a falta de trabalhos randomizados que reforcem os achados dos muitos trabalhos que apontam beneficio no uso dessa nova técnica.

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